Operações reais conduzidas pela Maffezzolli Capital. Números de demonstrações contábeis, modelagens auditáveis e decisões que mudaram a trajetória dos clientes.
Identidade preservada por confidencialidade. Dados baseados em demonstrações contábeis assinadas por contador registrado no CRC/SC.
Empresa industrial do setor têxtil, Sul do Brasil, com R$136,4M de receita em 2025 e crescimento por três exercícios consecutivos. EBITDA operacional de R$24,7M — operação saudável, crescente e com receita 99% recorrente. O resultado líquido, no entanto, foi de -R$13,9M.
O problema não era a operação. Era a estrutura de capital: R$21,5M em despesas financeiras anuais — dívida bancária de curto prazo sendo rolada há anos, com custo incompatível com o porte da empresa. Uma empresa que faturou R$136M e tinha patrimônio imobiliário de mais de R$100M pagava como se fosse pequena e arriscada.
O LTV sobre o portfólio imobiliário do grupo era de apenas 10–20% — equity livre de R$80–90M parado, sem trabalhar como garantia de longo prazo. O caminho era acessar o mercado de capitais com esse ativo como colateral, saindo do crédito bancário de curto prazo para uma estrutura de dívida compatível com a escala da operação.
Estruturação de CRI — Certificado de Recebíveis Imobiliários — de R$40–50M, prazo de 7 a 10 anos, lastreado em alienação fiduciária sobre imóveis avaliados em mais de R$100M. Remuneração indicativa: IPCA+8–10% a.a. ou CDI+2,5–3,5% a.a. Oferta ICVM 476 para investidores qualificados.
O serviço anual da dívida emitida representa ~26% do EBITDA — bem abaixo do teto de 65% estabelecido pelo próprio emissor. A operação é conservadora pelo lado do crédito e transformadora pelo lado da empresa.
Papel da Maffezzolli Capital: originação, co-estruturação, modelagem financeira, sizing da emissão, seleção da securitizadora e distribuição para investidores qualificados. Mandato exclusivo com fee de 2,5% sobre o volume emitido.
Despesa financeira anual cai de R$21,5M para R$6–8M. Empresa passa de prejuízo líquido de R$13,9M para resultado positivo já no primeiro exercício após a emissão — sem precisar crescer mais um real de receita. Capital de giro estrutural liberado. Relacionamento com 13 bancos credores reorganizado em uma operação de longo prazo.
"Uma empresa que faturou R$136M e cresceu três anos seguidos não pode ser deficitária. O problema nunca foi a operação — era a estrutura."
Operação pública — recuperação judicial deferida e noticiada. Atuação da Maffezzolli Capital como suporte técnico-financeiro ao Administrador Judicial.
Grupo Forest, Ponta Grossa (PR) — recuperação judicial deferida com passivo superior a R$150 milhões. Grupo com operação ativa, mas estrutura de passivo inviabilizando a continuidade sem reorganização formal. Credores pulverizados, alta complexidade financeira, processo em curso perante o juízo.
Atuação como suporte técnico-financeiro ao Administrador Judicial — não como assessor da empresa devedora. Responsáveis pela estruturação e análise dos RMAs (Relatórios Mensais de Atividades), modelagem financeira do grupo, leitura dos números reais por trás do balanço e mapeamento da capacidade real de pagamento ao longo do plano.
O AJ apresenta ao juízo. Nós garantimos que os números que sustentam o processo são tecnicamente sólidos — e que o plano aprovado em assembleia seja financeiramente executável, não apenas juridicamente válido.
Administrador Judicial é figura jurídica. A qualidade técnica do processo depende de quem faz os números. Um plano aprovado com modelagem frágil quebra na execução — prejudicando credores, empresa e o próprio processo. Nossa função é a análise independente que sustenta as decisões do processo.
"Recuperação judicial sem análise financeira sólida é processo cego. O AJ cuida do processo. Nós cuidamos dos números."
Identidade preservada a pedido do cliente. Análise entregue para tomada de decisão estratégica — go/no go do empreendimento.
Família com terreno em área central de Brusque, adquirido por R$5M, com potencial construtivo que valoriza o ativo para ~R$12M em regime de permuta. Projeto residencial de 18.000m², médio-alto padrão, prazo total de 72 meses. A decisão de investir ou não exigia análise técnica rigorosa — o risco de errar, alto.
Sem modelagem: a decisão seria baseada em intuição e comparação com empreendimentos de outro porte e outro mercado. Com modelagem: cada variável com seu peso real.
Quatro cenários completos modelados no Augur — TIR, VPL, exposição máxima de caixa, curva S de desembolso e análise de sensibilidade. Preço por m² de R$12.500, posicionamento médio-alto padrão, apartamentos de 95–120m².
Cenário conservador (1): TIR de 4,97% — abaixo da taxa mínima de atratividade de 10%. Não recomendado. Cenário otimizado (2): TIR de 47%, com exposição máxima de caixa de apenas R$1,86M — estruturando 15% das vendas no lançamento com 15% de desconto para minimizar necessidade de capital próprio e maximizar uso de recursos de investidores.
Análise de sensibilidade: mesmo com queda de 20% na receita, o cenário recomendado mantém TIR acima de 26%.
Três dos quatro cenários são viáveis. A família saiu da reunião com uma resposta clara: qual caminho seguir, qual estrutura de comercialização adotar, e onde está o ponto de ruptura do projeto. A decisão de investimento foi tomada com dados — não com expectativa.
"Não entregamos uma planilha. Entregamos a resposta para a pergunta que realmente importava: vale o risco?"
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